- O que é CRI: Certificado de Recebíveis Imobiliários
- O que é CRA: Certificado de Recebíveis do Agronegócio
- Diferença entre CRI e CRA: o que muda na prática
- Como funciona a rentabilidade do CRI e CRA
- Rentabilidades típicas em 2026
- Por que a isenção de IR faz uma diferença enorme
- Os riscos que todo investidor precisa conhecer antes de entrar
- CRI e CRA x outros investimentos de renda fixa: onde cada um se encaixa
- Quem pode investir em CRI e CRA
- Como escolher um bom CRI ou CRA
- Analise o rating do emissor
- Entenda o lastro da operação
- Verifique o prazo e a compatibilidade com seus objetivos
- Compare o spread sobre o CDI ou sobre o IPCA
- Como investir na prática: onde comprar CRI e CRA
- O que mudou com a resolução de 2023 e segue valendo em 2026
- Pontos-chave sobre CRI e CRA
- FAQ — Perguntas frequentes sobre CRI e CRA
Neste artigo você vai encontrar: o que são CRI e CRA, como funcionam na prática, qual a diferença entre os dois, rentabilidade real em 2026, riscos que ninguém costuma contar, comparativo com outros investimentos de renda fixa, quem pode investir, valor mínimo e como escolher o melhor papel para o seu perfil.
CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são títulos de renda fixa de crédito privado, isentos de Imposto de Renda para pessoa física. O CRI financia o setor imobiliário; o CRA, o agronegócio. Ambos pagam juros ao investidor como remuneração pelo crédito concedido, com rentabilidade geralmente acima da média da renda fixa tradicional — mas sem a proteção do FGC.
Você provavelmente já ouviu falar de CDB, Tesouro Direto e fundos de renda fixa. Mas quando o assunto é CRI e CRA, muita gente para, franze a testa e pensa: "isso é coisa de investidor sofisticado, não é para mim." A verdade é que esses títulos se tornaram muito mais acessíveis nos últimos anos — e quem ainda não entendeu como eles funcionam pode estar deixando rendimento real na mesa.
O CRI e CRA ganharam força entre investidores pessoa física especialmente a partir de 2022, quando a Selic subiu e os títulos de crédito privado com isenção fiscal passaram a entregar retornos líquidos muito mais competitivos que os produtos tributáveis. Em 2026, com a Selic ainda em patamar elevado, esses instrumentos seguem entre os mais atraentes da renda fixa para quem sabe analisar o que está comprando.

O que é CRI: Certificado de Recebíveis Imobiliários
O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) é um título de renda fixa lastreado em recebíveis do setor imobiliário, como aluguéis ou financiamentos de imóveis. Emitido por securitizadoras, ele permite que investidores recebam rendimentos periódicos com base nos pagamentos desses recebíveis pela empresa devedora.
Na prática, funciona assim: uma construtora vendeu apartamentos financiados e vai receber parcelas por 15 anos. Ela não quer esperar 15 anos para ter esse dinheiro. Então procura uma securitizadora, que antecipa o valor e empacota esses recebíveis num título — o CRI. Quem compra esse título empresta dinheiro para essa operação e recebe juros periódicos em troca.
O investidor, portanto, passa a ser o credor dos compradores de imóveis que estão pagando parcelas mensais. Cada parcela paga alimenta os rendimentos do CRI.
O que é CRA: Certificado de Recebíveis do Agronegócio
O CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) segue a mesma lógica, mas o lastro é diferente: em vez de imóveis, os recebíveis vêm do setor agropecuário — contratos de venda de safra, financiamentos de produção, compra de máquinas e insumos agrícolas.
Um produtor rural vende sua safra a prazo para uma cooperativa ou trading. Em vez de esperar meses para receber, ele procura uma securitizadora. A securitizadora antecipa o dinheiro para o produtor e, em troca, fica com os direitos de receber os pagamentos futuros. Esses direitos são transformados no CRA, que vai a mercado para investidores.
O objetivo é o financiamento da safra ou da produção, ou da compra de máquinas, produtos e insumos agrícolas. O agropecuarista tem a quantia necessária para suas atividades e paga suas dívidas posteriormente — enquanto o investidor recebe juros ao longo do período.

Diferença entre CRI e CRA: o que muda na prática
A estrutura de funcionamento é idêntica. O que muda é o setor que financia e, consequentemente, o perfil de risco e os prazos típicos de cada um.
| Característica | CRI | CRA |
|---|---|---|
| Setor financiado | Imobiliário | Agronegócio |
| Emissores típicos | Construtoras, incorporadoras, FIIs | Cooperativas, tradings, agroindústrias |
| Prazo médio | 3 a 15 anos | 2 a 10 anos |
| Risco principal | Inadimplência dos compradores de imóveis ou solidez da construtora | Capacidade financeira da empresa do agronegócio em cumprir obrigações |
| Isenção de IR (PF) | Sim | Sim |
| Isenção de IOF (PF) | Sim | Sim |
| Proteção FGC | Não | Não |
| Liquidez | Baixa (geralmente só no vencimento) | Baixa (geralmente só no vencimento) |
| Valor mínimo | A partir de R$ 1.000 (varia por emissor) | A partir de R$ 1.000 (varia por emissor) |
O ponto que mais diferencia os dois na prática é o perfil do risco. No CRI, o risco está ligado à saúde do mercado imobiliário e à capacidade dos compradores de imóveis de honrar suas parcelas. No CRA, o risco está mais exposto a fatores como safra, preço de commodities e condições climáticas — fatores que impactam diretamente a capacidade de pagamento do agronegócio.
Como funciona a rentabilidade do CRI e CRA
O investimento em CRI e CRA funciona de forma simples, com títulos de crédito emitidos por empresas que desejam captar recursos para financiar seus projetos ou atividades e receber juros em troca. Mas a forma como esses juros são calculados varia conforme o tipo de indexador do papel.
Existem três tipos principais de rentabilidade:
Pós-fixado (atrelado ao CDI)
O mais comum no mercado. O rendimento acompanha o CDI — se o CDI subir, você ganha mais; se cair, você ganha menos. O mais comum é que o rendimento de CRI e CRA seja pós-fixado e atrelado ao CDI, ou seja, você não sabe exatamente quanto vai ganhar, porque tudo depende do resultado dessa taxa.
Exemplo prático: um CRI pagando 115% do CDI, com o CDI em 14% ao ano, entrega cerca de 16,1% ao ano bruto — e 16,1% líquido para pessoa física, porque não tem IR.
Híbrido (IPCA + taxa fixa)
Combina correção pela inflação com uma taxa fixa. Ideal para quem quer proteger o poder de compra ao longo de prazos longos. Um CRA pagando IPCA + 7,5% ao ano: se o IPCA for 4,5%, você recebe 12% ao ano; se o IPCA for 8%, você recebe 15,5% ao ano.
Prefixado
O investidor sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, independentemente do que aconteça com o CDI ou a inflação. Mais previsível, mas menos flexível em cenários de juros em alta.
Rentabilidades típicas em 2026

Com a Selic em 15% ao ano, as rentabilidades típicas de CRA em 2026 ficam entre 115% a 125% do CDI para prazos de 3 a 5 anos com rating AAA, e entre IPCA + 7% a 8,5% para papéis híbridos de prazo mais longo.
| Modalidade | Faixa típica 2026 | Perfil indicado |
|---|---|---|
| CDI + spread (pós-fixado) | CDI + 1,5% a 4% a.a. | Quem quer acompanhar os juros |
| IPCA + taxa fixa (híbrido) | IPCA + 7% a 8,5% | Quem quer proteção inflacionária longa |
| Prefixado | 13% a 15% a.a. | Quem acredita em queda futura dos juros |
Por que a isenção de IR faz uma diferença enorme
Esse é o ponto que a maioria das pessoas subestima — e onde está a vantagem real do CRI e CRA em relação a produtos tributáveis como o CDB.
O analista de investimentos Rodrigo Martins, da casa de análise Clube do Holder, explica de forma direta: "Um CRA com taxa bruta 1 ponto percentual inferior a um CDB entrega, para pessoa física, mais dinheiro no bolso ao final de 5 anos. A isenção de IR não é um detalhe — ela muda completamente o cálculo de rentabilidade real."
Veja na prática, simulando R$ 100.000 investidos por 5 anos:
| Investimento | Rentabilidade bruta | IR | Rentabilidade líquida |
|---|---|---|---|
| CDB | 14% a.a. | 15% (prazo > 720 dias) | ≈ 11,9% a.a. |
| CRI/CRA | 13% a.a. | Isento (PF) | 13% a.a. |
| Tesouro IPCA+ | IPCA + 6% | 15% (prazo longo) | Menor que CRI/CRA equivalente |
O CRA com taxa bruta 1 ponto inferior entrega R$ 4.627 a mais em 5 anos sobre R$ 100 mil — equivalente a 0,93% a mais de rentabilidade total. Esse número cresce com o valor investido e com o prazo.
Os riscos que todo investidor precisa conhecer antes de entrar
CRI e CRA não têm cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que protege investimentos em CDB, LCI e LCA até R$ 250.000 por CPF por instituição. Isso é uma diferença fundamental que muita gente ignora.
Como não possuem FGC, o risco dos CRI e CRA recai sobre a empresa que gerou os recebíveis. No caso dos CRIs, o perigo está na inadimplência dos compradores de imóveis ou na solidez da construtora. Já nos CRAs, o risco envolve a capacidade financeira da empresa do agronegócio de quitar as obrigações assumidas.
Os principais riscos a considerar são:
Risco de crédito: o emissor ou o devedor da operação pode não conseguir pagar. Quanto pior o rating da empresa emissora, maior o risco — e maior a rentabilidade oferecida para atrair o investidor.
Risco de liquidez: a maioria dos CRIs e CRAs não tem mercado secundário ativo. Se você precisar do dinheiro antes do vencimento, pode ter dificuldade de vender — e, se conseguir, provavelmente vai vender abaixo do valor de face.
Risco de mercado (marcação a mercado): papéis com vencimento longo oscilam de preço ao longo do tempo conforme as taxas de juros mudam. Quem precisa sair antes do vencimento pode ter prejuízo mesmo num papel de boa qualidade.
Risco de concentração: colocar muito dinheiro num único CRI ou CRA de uma única empresa é concentrar risco de forma desnecessária. Diversifique emissores, setores e prazos.
CRI e CRA x outros investimentos de renda fixa: onde cada um se encaixa
| Investimento | Rentabilidade líq. estimada 2026 | IR | FGC | Liquidez | Risco |
|---|---|---|---|---|---|
| CRI / CRA | Alta (isento) | Não | Não | Baixa | Moderado a alto |
| LCI / LCA | Média-alta (isento) | Não | Sim (até R$ 250k) | Média | Baixo |
| CDB | Média (com IR) | Sim (15–22,5%) | Sim (até R$ 250k) | Alta a média | Baixo |
| Tesouro IPCA+ | Média (com IR no longo prazo) | Sim (15%) | Não (risco soberano) | Alta | Mínimo |
| Debêntures | Alta | Sim (exceto incentivadas) | Não | Baixa | Moderado |
| Tesouro Selic | Média-baixa (com IR) | Sim | Não (risco soberano) | Alta | Mínimo |
O CRI e o CRA ocupam um espaço específico na carteira: rendimento superior ao da renda fixa tradicional, sem IR, mas com risco e liquidez que exigem planejamento. Quem tem reserva de emergência em ativos líquidos pode alocar uma parcela em CRI/CRA para buscar rentabilidade mais alta no longo prazo.
Quem pode investir em CRI e CRA
Qualquer pessoa física com CPF ativo pode investir. Não é necessário ser "investidor qualificado" para acessar a maioria dos papéis disponíveis nas plataformas hoje. O que varia é o valor mínimo de entrada.
Investir em CRI e CRA é indicado para quem busca maior rentabilidade com isenção de Imposto de Renda, diversificando a carteira em setores estratégicos.
O perfil que mais se beneficia desses títulos é o investidor que:
- Tem horizonte de investimento de pelo menos 2 a 3 anos — e, idealmente, 5 anos ou mais
- Não vai precisar do dinheiro antes do vencimento
- Já tem reserva de emergência em ativos líquidos (Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária)
- Quer diversificar a renda fixa além do Tesouro e dos CDBs bancários
- Entende que sem FGC o risco é real e sabe analisar o emissor antes de comprar
Como escolher um bom CRI ou CRA
Esse é o passo que separa quem investe bem de quem compra o primeiro papel que aparece na tela porque a rentabilidade pareceu alta.
Analise o rating do emissor
O rating é a nota de crédito atribuída por agências como Moody's, S&P e Fitch ao emissor do papel. Papéis AAA têm menor risco de calote mas pagam menos. Papéis BB ou abaixo pagam mais e têm risco de inadimplência relevante. Para quem está começando a investir em CRI/CRA, fique nos papéis com rating mínimo de A.
Entenda o lastro da operação
O lastro é o ativo que garante o pagamento do papel. No CRI, pode ser um portfólio de financiamentos imobiliários. No CRA, pode ser uma carteira de contratos de venda de soja. Quanto mais diversificado o lastro, menor o risco de concentração em um único devedor.
Verifique o prazo e a compatibilidade com seus objetivos
Papéis com vencimento em 10 anos não são adequados para quem pode precisar do dinheiro em 3. Alinhe o prazo do papel com o seu horizonte de investimento real — não o que você acha que vai conseguir manter.
Compare o spread sobre o CDI ou sobre o IPCA
Não compare a taxa nominal do CRI/CRA com outros papéis sem ajustar pela isenção de IR. Um CRI pagando 13% ao ano isento de IR equivale a um CDB tributável pagando cerca de 15,3% bruto para quem está na alíquota de 15% de IR — essa conta precisa estar na sua análise.
Como investir na prática: onde comprar CRI e CRA
CRI e CRA são adquiridos por meio de corretoras e plataformas de investimento. As principais opções no Brasil em 2026 são:
- XP Investimentos — uma das maiores prateleiras de CRI/CRA do país
- BTG Pactual digital — boa oferta de papéis de alto rating
- Rico e Clear — corretoras com acesso a papéis de ticket menor
- Inter Invest e Nuinvest — opções com interface simples para quem está começando
- INCO — plataforma especializada em CRIs de projetos imobiliários, com rendimentos de até 20% ao ano
O processo de compra é simples: você acessa a plataforma da sua corretora, filtra pelos títulos de CRI/CRA disponíveis, analisa as características do papel (emissor, prazo, rentabilidade, rating) e realiza a aplicação diretamente pelo app ou pelo site.
O que mudou com a resolução de 2023 e segue valendo em 2026
Em 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) restringiu o uso de CRI e CRA por empresas que não tinham relação direta com os setores imobiliário e do agronegócio — o que ficou conhecido como o "fechamento do samba". Até então, empresas de outros setores emitiam CRAs e CRIs com lastro indireto nesses segmentos para aproveitar a isenção fiscal.
A medida deixou o mercado mais íntegro: os papéis disponíveis hoje têm lastro genuíno nos setores que a lei pretendia incentivar. Para o investidor pessoa física, isso significa mais segurança jurídica na estrutura dos papéis que chegam ao mercado.
Pontos-chave sobre CRI e CRA
- CRI é lastreado em recebíveis imobiliários; CRA em recebíveis do agronegócio — ambos são emitidos por securitizadoras
- Isenção de Imposto de Renda e IOF para pessoa física — o rendimento é 100% líquido para o investidor
- Não têm proteção do FGC — o risco recai sobre o emissor e a operação, não sobre um banco garantidor
- Rentabilidade em 2026: de 115% a 135% do CDI (pós-fixados) ou IPCA + 7% a 8,5% (híbridos)
- Liquidez baixa — a maioria dos papéis só permite resgate no vencimento
- Valor mínimo a partir de R$ 1.000 nas principais plataformas
- O prazo médio vai de 2 a 15 anos — alinhe o vencimento com seu horizonte real de investimento
- Analise o rating do emissor antes de comprar: fique no mínimo em papéis com rating A para perfil conservador
- Compare sempre a rentabilidade líquida (após IR) com outros produtos — a isenção fiscal muda o ranking
- Disponíveis nas principais corretoras: XP, BTG, Rico, Clear, Inter, Nuinvest e plataformas especializadas como INCO
FAQ — Perguntas frequentes sobre CRI e CRA
1. CRI e CRA têm garantia do FGC?
Não. Nenhum dos dois é coberto pelo FGC. O risco é do emissor — por isso é tão importante analisar o rating e o lastro antes de investir.
2. Pessoa física paga Imposto de Renda em CRI e CRA?
Não. CRI e CRA são isentos de IR e IOF para pessoa física — o rendimento é 100% líquido para o investidor.
3. Qual é o valor mínimo para investir em CRI e CRA?
Varia por papel e plataforma, mas é possível encontrar títulos a partir de R$ 1.000. Alguns papéis de mercado institucional exigem valores maiores.
4. Posso resgatar meu CRI ou CRA antes do vencimento?
Em geral, não. A maioria dos papéis só permite resgate no vencimento. Algumas plataformas oferecem mercado secundário, mas a liquidez é baixa e pode haver desconto no preço.
5. Qual a diferença entre CRI e LCI?
Ambos financiam o setor imobiliário e são isentos de IR para PF, mas a LCI é emitida por bancos e tem proteção do FGC. O CRI é emitido por securitizadoras, sem FGC, e costuma pagar mais em troca do risco maior.
6. CRA é mais arriscado que CRI?
Os dois têm risco similar na estrutura. O CRA pode ter mais volatilidade no lastro em função de fatores climáticos e de preço de commodities que afetam o agronegócio.
7. Qual a rentabilidade típica de CRI e CRA em 2026?
Papéis pós-fixados pagam de 115% a 135% do CDI dependendo do prazo e do rating. Papéis híbridos pagam IPCA + 7% a 8,5%. Prefixados ficam entre 13% e 15% ao ano.
8. CRI e CRA são bons para aposentadoria?
Podem ser, especialmente os papéis IPCA+ de prazo longo, que protegem o poder de compra. Mas a falta de liquidez exige que o investidor já tenha uma reserva de emergência sólida antes de alocar nesse tipo de papel.
9. Pessoa jurídica tem isenção de IR em CRI e CRA?
Não. A isenção de IR é exclusiva para pessoa física. Pessoas jurídicas pagam IR normalmente sobre os rendimentos.
10. Como saber se um CRI ou CRA é seguro?
Analise o rating do emissor (mínimo A para perfil conservador), o lastro da operação, a diversificação dos devedores e o histórico da securitizadora. Fuja de papéis com rentabilidade muito acima da média sem justificativa clara — retorno alto demais quase sempre significa risco escondido.
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